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Dessensibilização movimento do olho e reprocessamento terapia ( EMDR ) no tratamento de vítimas de violência doméstica : um estudo piloto

Texto tirado do site: http://www.em-consulte.com/en/article/761001

Eye movement desensitization and reprocessing (EMDR) therapy in the treatment of victims of domestic violence: A pilot study

Dessensibilização movimento do olho e reprocessamento terapia ( EMDR ) no tratamento de vítimas de violência doméstica : um estudo piloto

Abstract
Introduction
The purpose of this study was to determine the effectiveness of EMDR in reducing PTSD symptoms, anxiety and depression.

Introdução
O objetivo deste estudo foi determinar a eficácia do EMDR na redução de TEPT , sintomas de ansiedade e depressão .

Method
Thirty-six women participated in this study; 12 were treated with EMDR, 12 received eclectic psychotherapy, and 12 were assigned to the control group.

Método
Trinta e seis mulheres participaram neste estudo, 12 pacientes foram tratados com EMDR , 12 receberam psicoterapia eclética , e 12 foram atribuídos ao grupo controle.

Result
Women in the EMDR condition showed significantly reduced PTSD and anxiety compared with those in the eclectic psychotherapy condition. The two psychotherapy approaches led to significantly reduced scores (PTSD, depression, anxiety) after treatment compared to the control group. These effects were maintained at the 6-month follow-up. Finally, effect sizes for the IES and STAI scores were greater for the subjects in the EMDR condition.

Resultado
Mulheres no EMDR  apresentaram significativamente redução da ansiedade e TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) em comparação com aquelas na psicoterapia formal. As duas abordagens levaram a psicoterapia pontuações significativamente reduzida ( PTSD , depressão, ansiedade ) tratamento eficaz em relação ao grupo controle . Estes efeitos foram mantidos por 6 meses após a intervenção.

Conclusion
This study met our expectations in the sense that our findings confirm the advantages and the potential of EMDR.

Conclusão
Este estudo atendeu às nossas expectativas no sentido de que os nossos resultados confirmam as vantagens e o potencial do EMDR .

Résumé

Introduction
Cette recherche décrit les effets du traitement EMDR sur les victimes de violences conjugales.

Resumo
Introdução
Esta pesquisa descreve os efeitos do tratamento com EMDR das vítimas de violência doméstica.

Objectif
Le but de cette étude était de mettre en évidence l’efficacité de l’EMDR dans la réduction des symptômes d’ESPT, d’anxiété et de dépression.

Objetivo
O objetivo deste estudo foi destacar a eficácia do EMDR na redução de sintomas de PTSD (vítimas de violência doméstica) , ansiedade e depressão .

Méthode
Trente-six femmes ont participé à cette étude, 12 ont été traitées avec l’EMDR, 12 avec une approche de psychothérapie éclectique et 12 ont été assignées au groupe témoin.

Método
Trinta e seis mulheres participaram do estudo , 12 pacientes foram tratados com EMDR , 12, com uma abordagem eclética de psicoterapia e 12 foram atribuídos ao grupo controle.

Résultat
Les femmes ayant bénéficiées de la thérapie EMDR ont vu leurs scores aux différentes échelles (ESPT, dépression, anxiété) baisser significativement, comparativement à ceux de la condition psychothérapie éclectique. Les deux approches psychothérapeutiques ont conduit à des scores significativement plus réduits après traitement que ceux obtenus par le groupe témoin. Ces effets se sont maintenus six mois après l’intervention. Enfin, les tailles d’effet pour les scores IES et STAI sont plus élevées pour les sujets traités avec la thérapie EMDR.

Resultado
As mulheres que se beneficiaram do EMDR tiveram suas pontuações em diferentes escalas ( PTSD , depressão, ansiedade ) significativamente menor , em comparação com a condição de psicoterapia eclética . Ambas as abordagens psicoterapêuticas , levaram a uma redução significativa após o tratamento do que aqueles obtidos pelos escores do grupo controle. Estes efeitos foram mantidos seis meses após a intervenção. Finalmente, os tamanhos de efeito para IES e IDATE escores foram maiores para indivíduos tratados com EMDR .

Conclusion
Cette étude a répondu à nos attentes montrant ainsi tout l’intérêt de l’approche EMDR.

Conclusão
Este estudo atendeu às nossas expectativas e mostrando o interesse da abordagem EMDR .

CONSTRUINDO UMA FAMÍLIA SAUDÁVEL

 

A família é a célula mater da sociedade. É nela que nascemos, crescemos e aprendemos as primeiras lições da vida.

No entanto ela se coloca, muitas vezes, como a grande contribuinte para a drogadicção de um de seus membros.

Uma família que superprotege seu filho não oferece espaço para que este vá a busca da satisfação das suas necessidades. Fica tolhido em seus desejos, pois os têm satisfeitos antes mesmo que sinta necessidade deles. A busca pela droga, pode surgir no desejo de conquistar a independência. Sendo que a drogadicção acabará por trocar apenas o objeto de dependência.

A família de origem dos cônjuges, no caso aqui representados como pais, construiu seus padrões de relacionamento que trazem para a família nuclear a partir de suas vivências. Isso se dá a nível consciente e inconsciente. O que é vivenciado com os pais desde a infância tende a ser repetido no futuro a mesma dinâmica familiar, de alguma forma. Os padrões de relacionamento e os conflitos não resolvidos irão emergir num outro contexto familiar. Esse movimento de repetição pode impedir que se construa, no futuro, relacionamentos satisfatórios. E então, caberá ao sujeito insatisfeito com a dinâmica familiar, mudar o rumo desse movimento.

Relaciono aqui alguns aspectos no movimento familiar que além de promoverem a harmonia, contribuem para um relacionamento sadio.

 

  1. Uma atmosfera basicamente não-crítica.
  2. Valorização e aceitação dos seus pais em suas individualidades.
  3. Cada um tem o direito de desempenhar o seu papel. A criança o papel de criança e o adulto, o papel de adulto.
  4. Nutrir amor um pelo outro e verbalizando esse sentimento de uma forma espontânea.
  5. Uma comunicação franca e direta. Não havendo mensagens subentendidas ou com duplo sentido.
  6. Pais criando seus filhos objetivando o seu amadurecimento de modo a tornarem-se independentes, se separando das figuras parentais de forma sadia.
  7. Prazer em estar reunido em família, não o fazendo apenas por obrigação.
  8. Rir em família, proporcionando momentos felizes.
  9. Compartilhar esperanças, sonhos, temores e preocupações, proporcionando um nível saudável de intimidade.

 

AMAR, VIVER E SOBREVIVER

Quando nos enamoramos por alguém, e conhecemos o que é viver o amor, queremos estar ao lado da pessoa amada, desfrutando todos os momentos. E quando se chega a um ponto tal de amor, em que não se pode mais viver separado, acontece o casamento. Mas com o passar do tempo, sobreviver a esta relação é uma conquista diária. A namorada descrita por Vinícius de Moraes, se quiser ser mais do que amada, e atender a seu pedido carinhoso, terá que seguir o caminho a dois que ele propõe.

Nos tempos de namoro e início de casamento, tudo é encantador! Mas por que, com o passar dos anos, fica tão distante da realidade o sonho de ser feliz? O que acontece? Como acontece? Quando acontece?

A frase “Até que a morte os separe”, ouvida por todos os que se casam no religioso, soa como um decreto a ser cumprido a qualquer preço.

Mas cada relação a dois é uma história diferente, tem suas peculiaridades, não há como generalizar. Contudo, o casamento é visto como algo inteiro, sem levar em conta que a família é constituída por pessoas com diferentes formações, com vivências diferentes e com expectativas também diferentes. Isto é o bastante para que se instale um conflito. Como se não bastassem as diferenças biológicas entre os gêneros, o homem e a mulher trazem para o casamento expectativas diametralmente opostas, e conciliá-las de uma forma menos traumática é o que irá construir a relação a dois.

Considerando, ainda, que o casamento parte de escolhas inconscientes, advindas da família original de cada um. O que é vivenciado, aprendido e apreendido dos pais, estará presente na hora da escolha do cônjuge. Isto se fundamenta em estudos psicanalíticos  onde a relação da criança com seus pais, refletirá em suas relações futuras de amor. Segundo Freud, ao escolher o cônjuge procuramos uma pessoa que nos proteja, “…um menino há de escolher seu pai como objeto ao qual deseja assemelhar-se, e sua mãe como objeto pelo qual deseja ser cuidado.” (Eidelberg, 1971, p.55).

Todos os casamentos religiosos, têm sua liturgia marcada por pactos de fidelidade e amor eterno. Os noivos prometem no altar amarem-se incondicionalmente e muitas vezes, a ansiedade em cumprir tudo o que foi prometido não permite ao casal apresentar-se um ao outro como seres mortais, sujeitos a falhas.

Precisamos aprender a conciliar fantasia e realidade. A celebração dos Contos de Fada, onde o rei leva a princesa ao altar para que ela se encontre com seu príncipe encantado, conciliada à realidade do casamento que é construído e vivido no quotidiano, com pessoas que erram e têm limitações. Pois se vivermos tão somente atrelados à realidade nosso fim poderá ser a depressão. Se vivermos somente a fantasia, poderemos entrar num estado psicótico. A conciliação entre o real e o ideal é a fórmula para viver a dois. Encontrar um ponto de interseção entre o sonho e a realidade, entre o possível e o impossível, entre o que é humano e sobre-humano. Precisamos conciliar as regras que nos são impostas através de culturas milenares com a modernidade dos nossos dias, somadas às diferenças existentes entre homem e mulher, para se resgatar no casamento, os eternos namorados.

O QUE É DEPENDÊNCIA QUÍMICA?

Na minha experiência de 10 anos trabalhando com dependente químico sempre vi uma atitude de negação da doença e/ou a dúvida dos familiares e amigos de que atitude tomar diante da drogadicção (condutas com características de uso de drogas). A dúvida dos que convivem com o dependente químico é: será que é mesmo dependência? Bem, como saber isso? Vamos lá!

A mola motivante do dependente químico é a compulsão, ou seja, quando o desejo é maior do que a razão. Quando o indivíduo em questão não consegue avaliar que o fato de fazer uso da droga é prejudicial a ele, à família, ao seu trabalho, ao seu convívio social e a seu estado de saúde física e mental.

Quer um exemplo? Um pai de família entra em casa, na fissura do crack tira da tomada o aparelho de DVD, que o filho estava usando para ver desenho, e sai com ele debaixo do braço para trocar por algumas pedras de crack na rua. Isso é compulsão! Isso é dependência química!

Outro exemplo, um chefe de família recebe seu salário e antes de saber se a despensa da casa estava abastecida com mantimentos, ele vai pro bar beber. Depois que satisfaz seu desejo imediato álcool, caso sobre dinheiro, vai para o supermercado. Isso é compulsão! Isso é dependência química!

Mas quando este mesmo indivíduo chega para um tratamento e a ele é perguntado se ele se considera um dependente químico, ele diz: Não! Eu só bebo quando volto do trabalho. Ou só uso drogas de vez em quando. Isso é negação à  sua adicção (condutas com características de dependência química).

Parece que estamos diante de um problema sem solução, mas não é. Se você conhece alguém que está vivenciando esta situação, ou é você mesmo que tem esse problema instalado em sua família, a saída é: Agir com firmeza e determinação. Não acredite que você vai conseguir reverter o quadro sem ajuda psicológica. Primeiro você precisa se fortalecer emocionalmente para lidar com essa situação de forma assertiva, adequada. Ato contínuo, a partir da mudança da sua postura em relação a adicção do outro, o círculo vicioso das promessas e recaídas se desfaz.

O dependência química não é mal caratismo, é doença. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), através do CID-10 (Código Internacional de Doenças, a dependência química é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, apenas controle.