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AMAR, VIVER E SOBREVIVER

Quando nos enamoramos por alguém, e conhecemos o que é viver o amor, queremos estar ao lado da pessoa amada, desfrutando todos os momentos. E quando se chega a um ponto tal de amor, em que não se pode mais viver separado, acontece o casamento. Mas com o passar do tempo, sobreviver a esta relação é uma conquista diária. A namorada descrita por Vinícius de Moraes, se quiser ser mais do que amada, e atender a seu pedido carinhoso, terá que seguir o caminho a dois que ele propõe.

Nos tempos de namoro e início de casamento, tudo é encantador! Mas por que, com o passar dos anos, fica tão distante da realidade o sonho de ser feliz? O que acontece? Como acontece? Quando acontece?

A frase “Até que a morte os separe”, ouvida por todos os que se casam no religioso, soa como um decreto a ser cumprido a qualquer preço.

Mas cada relação a dois é uma história diferente, tem suas peculiaridades, não há como generalizar. Contudo, o casamento é visto como algo inteiro, sem levar em conta que a família é constituída por pessoas com diferentes formações, com vivências diferentes e com expectativas também diferentes. Isto é o bastante para que se instale um conflito. Como se não bastassem as diferenças biológicas entre os gêneros, o homem e a mulher trazem para o casamento expectativas diametralmente opostas, e conciliá-las de uma forma menos traumática é o que irá construir a relação a dois.

Considerando, ainda, que o casamento parte de escolhas inconscientes, advindas da família original de cada um. O que é vivenciado, aprendido e apreendido dos pais, estará presente na hora da escolha do cônjuge. Isto se fundamenta em estudos psicanalíticos  onde a relação da criança com seus pais, refletirá em suas relações futuras de amor. Segundo Freud, ao escolher o cônjuge procuramos uma pessoa que nos proteja, “…um menino há de escolher seu pai como objeto ao qual deseja assemelhar-se, e sua mãe como objeto pelo qual deseja ser cuidado.” (Eidelberg, 1971, p.55).

Todos os casamentos religiosos, têm sua liturgia marcada por pactos de fidelidade e amor eterno. Os noivos prometem no altar amarem-se incondicionalmente e muitas vezes, a ansiedade em cumprir tudo o que foi prometido não permite ao casal apresentar-se um ao outro como seres mortais, sujeitos a falhas.

Precisamos aprender a conciliar fantasia e realidade. A celebração dos Contos de Fada, onde o rei leva a princesa ao altar para que ela se encontre com seu príncipe encantado, conciliada à realidade do casamento que é construído e vivido no quotidiano, com pessoas que erram e têm limitações. Pois se vivermos tão somente atrelados à realidade nosso fim poderá ser a depressão. Se vivermos somente a fantasia, poderemos entrar num estado psicótico. A conciliação entre o real e o ideal é a fórmula para viver a dois. Encontrar um ponto de interseção entre o sonho e a realidade, entre o possível e o impossível, entre o que é humano e sobre-humano. Precisamos conciliar as regras que nos são impostas através de culturas milenares com a modernidade dos nossos dias, somadas às diferenças existentes entre homem e mulher, para se resgatar no casamento, os eternos namorados.

Uma resposta a AMAR, VIVER E SOBREVIVER

  • Pastor Marcos Gonçalves Ribeiro disse:

    Gostei do assunto e gostaria de convidá-la para falar no nosso 7º Retiro de Casais, que vai acontecer nos dias 20 a 22 de maio de 2016. Meu nome é Marcos Gonçalves Ribeiro. Eu estive no congresso de diáconos em Rio das Ostras e gostei muito da sua palestra, da forma como a senhora tratou daquela diaconisa voluntária.

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